I am a girl filled with dreams.
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3ºCapitulo - Rachel

Escola

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- Rachel! É melhor tomares atenção ao professor…Tens mesmo de melhorar as notas este semestre. – Disse Bryan.
Mas ele acha que é o meu pai ou quê?
- O quê? – Perguntei. Seria muito mau se repetisse tudo o que estava a pensar.
- Sempre na lua! Oh meu deus! A professora vem aí. – Disse Bryan olhando para mim e sorrindo.
- A falar sozinha de novo? Rachel... Não tem emenda pois não? Devia começar a crescer e a entender que isso não é normal...Vá ao gabinete do psicólogo. Agora! – Mandou a professora, deixando-me na dúvida se estaria com pena de eu passar mais aulas com psicólogo do que com ela, ou se estava mesmo chateada. 
Eu não fiz nada, era o que me apetecia gritar. Mas como é óbvio, não tenho provas e tenho demasiado medo de a enfrentar.
Os meus pais morreram quando tinha 5 anos e desde aí tive de aprender a lidar com os desafios da vida sozinha. É daí que vieram as minhas inseguranças. Pode não parecer mas, ao longo dos anos passamos por imensos desafios e, sem os nossos pais para nos ajudarem, parece que não, mas é complicado.
Abri a porta e voltei as costas às dezenas de olhares que se pousaram em mim. Saí para o corredor e dei de caras com dois homens de fato preto no fundo daquelas paredes brancas. Mal a porta se fechou atrás de mim eles tiraram rapidamente as pistolas de dentro do fato e eu, assustada e sem pensar duas vezes, escondi-me dentro de uma sala de arrumações. Os homens de fato eram assustadores.  Uma má combinação mas uma óptima faca afiada a roçar a minha curiosidade. Seriam terroristas? Agentes secretos? Polícias? Mas o que estavam a fazer na escola?
Por isso, apesar de não o querer, apesar de todo o medo que tinha, levantei-me, respirei fundo e quando tive a certeza de que já tinha passado algum tempo, abri a porta devagar. Queria segui-los, descobrir o que se passava.
- Ok! Vamos lá divertir-nos um pouco! – Exclamou Bryan a meu lado, o que me fez dar um pequeno salto na sua direcção. Ele agarrou-me e não me deixou tocar sequer no chão.
- Não me faças mudar de ideias. - E sorri.
Ele deu uma gargalhada e confirmou que o caminho estava livre.
- Nunca!

2º Capitulo – Liam

Ilha

Ocean love

A ilha é só minha. E ninguém tem o poder de a invadir. Eu não quero contar a ninguém onde a ilha se situa mas vou protegê-la de qualquer animal ou humano que a ameace.
Não vou negar que a tenho de meu e sempre a terei. Apesar de todos os dias corsários e piratas, cruzeiros e barcas tentarem ultrapassar as armadilhas que coloquei na costa, a minha ilha é pacífica.
Dizem que é uma vida solitária mas na verdade tenho alguns amigos e amigas e nem sequer precisei de ir à escola para os encontrar. De facto, na minha ilha só vivo eu e o Bryan, juntamente com alguns animais.
O Bryan é uma espécie de amigo imaginário. Mas não é bem isso. Para falar a verdade, não sei bem o que o Bryan é. Só sei que me acompanha nas minhas caçadas e que me ajuda a afastar tudo e todos da minha ilha. É claro que ninguém o vê mas ele consegue fazer tudo o que eu faço com a vantagem de ser "invisível".
Foi ele que me ajudou a construir a casa onde moro, e quem me ajuda diariamente a caçar animais para comer. Sim, apesar da minha ilha ser pequena, tem muitos animais aqui a habitar. Como já têm um sentido de hostilidade para comigo, os animais até me ajudam por vezes, seja a apanhar alguns frutos nas copas das árvores aonde não chego, seja mesmo a testar as armadilhas (as inofensivas claro).
Sendo assim...Tenho muitos amigos mesmo. E todos eles me ajudam a encontrar o que preciso, seja isso comida ou conforto e, em troca eu partilho a minha comida, a minha inteligência e ajudo-os a passar pelas armadilhas sem serem apanhados.
- Acorda, dorminhoco! – Exclamou Bryan.
Esta era uma das razões pela qual eu não acreditava que Bryan pudesse ser apenas um amigo imaginário. Eu estava a dormir profundamente, como poderia o meu pensamento acordar-me?
- Olha quem fala! – Respondi. Se há algo que o Bryan é, é dorminhoco.
- Mas eu durmo quando é de dia… Vá lá, daqui a um bocado fico com sono… Vamos comer! – Pediu Bryan.
Ele é o meu melhor amigo. Eu não tenho nada a ver com ele fisicamente mas como eu já tinha ouvido dizer, os opostos atraem-se. Eu sou loiro, tenho o cabelo encaracolado, tenho olhos azuis e acredito ser bem estruturado. Tenho umas pequenas sardas junto ao nariz e tenho 1,71 metros de altura, por isso considero-me alto, apesar de o Bryan ser maior. Sou engraçado, corajoso, forte, esperto, decidido, despachado, metediço e curioso.
O Bryan é ruivo, tem o cabelo encaracolado, tem olhos cor de mel, é bem estruturado, é mais alto que eu, com 1,80 metros de altura. É engraçado, simpático, temperamental, esperto e adora dormir de dia.
Um dos meus traços mais característicos é ser respondão e metediço. No fundo, estes dois traços estão interligados. Tenho a certeza de que, se encontrasse uma rapariga como o Bryan, me apaixonaria por ela. Sei que o facto de ser metediço a afastaria, mas pensando melhor, o Bryan não se afastou…
- Quando vivia na cidade, não eras tão chato, é do sol? – Perguntei rindo-me logo a seguir, dando um salto da cama e pondo-me de pé.
Já tinha vivido na cidade. Mas os prédios, a poluição, as tecnologias excessivas e desnecessárias…Não eram uma vida para mim. Tinha experimentado viver na cidade há uns anos atrás, durante alguns meses mas logo desistido. Como esta ilha sempre estivera na minha família e eu era o único sobrevivente desde que...Bem, não é um assunto que eu gosto muito de falar. Apenas tinha o Bryan agora. Só ele.
- Que eu me lembre bem, quando moravas na cidade, não tentavas afastar toda a gente mas sim, ser popular. Querias aproximar-te das pessoas! Agora pára de ser respondão e fingir que fui o único que mudei e levanta-te da cama. – Focou Bryan.
Ele até tinha razão. Eu queria ser popular, mas só por um motivo, queria ter uma razão para ficar a viver na cidade. Os meus pais morreram quando eu fiz 14 anos... e eu não tinha amigos nenhuns sem ser o Bryan e algumas raparigas que por vezes se aproximavam, mas Bryan dizia-me sempre que tudo o que elas queriam era tomar partido do facto de eu ser loiro e de olhos azuis.
Por isso, aos meus 15 anos mudei-me para esta ilha. Agora tenho 16 anos e tenho vivido muito bem, talvez até melhor que lá. Mas sei que já tinha passado férias nesta ilha antes, quando os meus pais ainda eram vivos. Na verdade, foram eles que me ensinaram tudo o que sei. E foi nesta mesma ilha que conheci o Bryan pela primeira vez quando tinha apenas 12 anos.
- Mas és o meu pai ou quê? – Resmunguei, abrindo o armário e tirando uma t-shirt verde.
- Não, mas sou o teu melhor amigo que está esfomeado! – Exclamou Bryan. Riu-se e deixou o compartimento.
Cliquei num botão que estava perto da minha cama, na parede, para ser mais preciso e abri o tecto. Deitei-me na cama e olhei as estrelas. Dei uma vista de olhos ao relógio e pude verificar que eram ainda 5 da manhã. Eu ia matar o Bryan por me ter acordado tão cedo.
Antes de me juntar a Bryan na parte de fora da casa, fechei os olhos e imaginei uma rapariga com olhos cor de mel, cabelo ruivo e encaracolado.
Gostava tanto de a conhecer. A rapariga dos meus sonhos. O que me é mais estranho é o facto de ser sempre a mesma rapariga que ronda os meus sonhos. Será o destino? Mas o Bryan sempre me disse que nunca existiu nem nunca existirá tal coisa. Que o futuro é baseado nas escolhas que tomamos...
Levantei-me da cama e juntei-me a ele.
- Estou pronto para ir caçar. – Informei.
- Estava a ver que não! – Exclamou Bryan, saltando da árvore e parando uns metros abaixo, sem um único arranhão, por mim, nada impressionante.

Saltei também, dei uma pirueta no ar e juntei-me a ele. Isto sim, era impressionante.

(Peço que não retirem nada destes posts assim pois é da minha autoria. É algo em que tenho vindo a trabalhar e, mesmo que não percebam nada, prometo que todos os dias tentarei publicar uma página ou um capitulo. Espero que me acompanhem nesta jornada.)

1º Capitulo – Rachel

Cidade


Sem problemas, consigo admitir que a minha vida não é perfeita, tem algumas falhas. Mas não posso simplesmente afastar os meus defeitos. Eles nasceram dentro de mim e vão ficar. Sou uma pessoa que tem medo de imensas coisas, de tudo o que me possa afectar, para dizer a verdade. Talvez por ter sido abandonada pelos meus pais quando era pequena, ou por aquela vez em que me fecharam no balneário de um museu numa visita de estudo à dois anos, ou até mesmo por aquela vez que vi a minha vizinha do lado esquerdo cair da janela para uma morte certa,... 
Só há duas coisas das quais eu não tenho medo. Do meu amigo imaginário Bryan e dos livros. Eu sei, eu sei. "Amigo imaginário"? Ainda por cima quando eu tenho 16 anos e vivo sozinha, seria de esperar que fosse mais matura mas...
- Bom dia, dorminhoca! Vá lá, toca a acordar! – Exclamou Bryan.
...viver numa casa sozinha com um amigo imaginário nunca fez parte dos meus planos. Ainda não tenho a certeza do que Bryan é. Se é um amigo imaginário, como podia ele ter tanta vida própria? Por vezes, eu queria alguém para me reconfortar e ele nem aparecia. A ideia de Bryan ser um espírito era igualmente credível. Mas eu já me tinha deslocado à câmara municipal e não existe nem existiu nunca ninguém com o nome de Bryan Stark.
- Deixa-me em paz. – Respondi revirando-me na minha cama. Tinha medo de cair. De rebolar de mais e de dar de caras com o chão, duro e sujo, à minha frente. Por isso parei de me mexer e franzi o sobrolho.
- Por vezes pergunto-me se não poderias pensar em ser um pouco menos rude. – Disse Bryan com um dedo na boca.
Considero-o um irmão. Não que ele seja igualzinho a mim, mas não podia negar que tínhamos algumas parecenças.
Bryan tem o cabelo ruivo e encaracolado. Tem olhos cor de mel e é bem estruturado. É alto, como eu tinha concluído após o medir, com os seus grandiosos 1,80 metros. É engraçado, simpático, fanático por horas de sono excessivas nos piores momentos, temperamental e esperto.
Eu tenho o cabelo ruivo e encaracolado, tal como ele. Tenho olhos verdes e tenho sardas até dizer chega. Sou baixa, meço 1,60 metros… Sou simpática (quando não estou de mau humor), sou fanática por horóscopos e por tudo o que é relacionado com a leitura de destinos, sou curiosa, perfeccionista e esperta.
Podia estar a ser convencida mas estou apenas a retratar a realidade.
- Por vezes pergunto-me porque não me dizes o que és…- Respondi, espreguiçando-me toda.
- A essa pergunta eu sei responder. Não te digo para que acordes todos os dias a pensar no que poderei eu ser. – Sem sequer pestanejar, Bryan pronunciou a frase com tanta clareza e sem sequer balbuciar que me surpreendeu.
Sim, de certeza que, se toda a gente o pudesse ver, nos tomariam como irmãos. Tenho consciência de como é ter um irmão da mesma idade e tenho a certeza absoluta que o Bryan era como um.
- Tenho de me vestir e ir tomar o pequeno-almoço. Podes sair por um bocado? – Perguntei. Nós até podíamos ser muito chegados mas eu tinha vergonha de me despir à frente dele. Não me importo que ele tente ver à socapa. É diferente.
- De certeza que não tens medo das roupas? – Perguntou ironicamente Bryan. Sim, ele tinha noção de todos os meus medos. Não tinha sido um erro contar-lhe porque ele, apesar de nesta manhã estar a ser um parvo, normalmente até era bastante compreensivo.
- Não gozes. Vai te lá embora! – Respondi.
Ele virou-se ainda com um sorriso na cara e dirigiu-se até à porta. Abriu-a e fechou-a pousando os olhos nos meus até a porta se fechar completamente.


(Peço que não retirem nada destes posts assim pois é da minha autoria. É algo em que tenho vindo a trabalhar e, mesmo que não percebam nada, prometo que todos os dias tentarei publicar uma página ou um capitulo. Espero que me acompanhem nesta jornada.)

Prólogo – Bryan

Entre Sítios

SummerDreamz | via Tumblr

Poderia ser apenas um espírito, não sei bem. Mas de uma coisa eu tenho a certeza. Tenho de manter ambos unidos. Unidos por mim. Pela coisa que eu me tinha tornado? Se eu iria conseguir? Quem saberia? O destino é algo em que eu não acredito. Se a minha escolha for ajuda-los, de certeza que o meu destino tem algo a ver com eles.
Dirigi-me a casa de Rachel e procurei o Liam por todo o lado. Não o conseguia encontrar. Procurei-o durante anos.

*** 

Finalmente dirigi-me a uma pequena ilha. Pensei passar por lá para descansar da minha procura excessiva.
Mas algo prendeu-me o pé enquanto nadava. Lutei para me soltar mas não estava a surtir o menor efeito.
Um rapaz veio na minha direcção, olhou-me como se realmente me conseguisse ver e analisou-me com os seus olhos azuis.
- Quem és tu? – Perguntou-me.
- Consegues ver-me? – Perguntei.
- Claro. Porque não havia de conseguir?
Vi a confusão nascer nos seus olhos.

- Então, sou o teu melhor amigo. – Respondi enquanto ele me libertava.


(Peço que não retirem nada destes posts assim pois é da minha autoria. É algo em que tenho vindo a trabalhar e, mesmo que não percebam nada, prometo que todos os dias tentarei publicar uma página ou um capitulo. Espero que me acompanhem nesta jornada.)