I am a girl filled with dreams.

2º Capitulo – Liam

Ilha

Ocean love

A ilha é só minha. E ninguém tem o poder de a invadir. Eu não quero contar a ninguém onde a ilha se situa mas vou protegê-la de qualquer animal ou humano que a ameace.
Não vou negar que a tenho de meu e sempre a terei. Apesar de todos os dias corsários e piratas, cruzeiros e barcas tentarem ultrapassar as armadilhas que coloquei na costa, a minha ilha é pacífica.
Dizem que é uma vida solitária mas na verdade tenho alguns amigos e amigas e nem sequer precisei de ir à escola para os encontrar. De facto, na minha ilha só vivo eu e o Bryan, juntamente com alguns animais.
O Bryan é uma espécie de amigo imaginário. Mas não é bem isso. Para falar a verdade, não sei bem o que o Bryan é. Só sei que me acompanha nas minhas caçadas e que me ajuda a afastar tudo e todos da minha ilha. É claro que ninguém o vê mas ele consegue fazer tudo o que eu faço com a vantagem de ser "invisível".
Foi ele que me ajudou a construir a casa onde moro, e quem me ajuda diariamente a caçar animais para comer. Sim, apesar da minha ilha ser pequena, tem muitos animais aqui a habitar. Como já têm um sentido de hostilidade para comigo, os animais até me ajudam por vezes, seja a apanhar alguns frutos nas copas das árvores aonde não chego, seja mesmo a testar as armadilhas (as inofensivas claro).
Sendo assim...Tenho muitos amigos mesmo. E todos eles me ajudam a encontrar o que preciso, seja isso comida ou conforto e, em troca eu partilho a minha comida, a minha inteligência e ajudo-os a passar pelas armadilhas sem serem apanhados.
- Acorda, dorminhoco! – Exclamou Bryan.
Esta era uma das razões pela qual eu não acreditava que Bryan pudesse ser apenas um amigo imaginário. Eu estava a dormir profundamente, como poderia o meu pensamento acordar-me?
- Olha quem fala! – Respondi. Se há algo que o Bryan é, é dorminhoco.
- Mas eu durmo quando é de dia… Vá lá, daqui a um bocado fico com sono… Vamos comer! – Pediu Bryan.
Ele é o meu melhor amigo. Eu não tenho nada a ver com ele fisicamente mas como eu já tinha ouvido dizer, os opostos atraem-se. Eu sou loiro, tenho o cabelo encaracolado, tenho olhos azuis e acredito ser bem estruturado. Tenho umas pequenas sardas junto ao nariz e tenho 1,71 metros de altura, por isso considero-me alto, apesar de o Bryan ser maior. Sou engraçado, corajoso, forte, esperto, decidido, despachado, metediço e curioso.
O Bryan é ruivo, tem o cabelo encaracolado, tem olhos cor de mel, é bem estruturado, é mais alto que eu, com 1,80 metros de altura. É engraçado, simpático, temperamental, esperto e adora dormir de dia.
Um dos meus traços mais característicos é ser respondão e metediço. No fundo, estes dois traços estão interligados. Tenho a certeza de que, se encontrasse uma rapariga como o Bryan, me apaixonaria por ela. Sei que o facto de ser metediço a afastaria, mas pensando melhor, o Bryan não se afastou…
- Quando vivia na cidade, não eras tão chato, é do sol? – Perguntei rindo-me logo a seguir, dando um salto da cama e pondo-me de pé.
Já tinha vivido na cidade. Mas os prédios, a poluição, as tecnologias excessivas e desnecessárias…Não eram uma vida para mim. Tinha experimentado viver na cidade há uns anos atrás, durante alguns meses mas logo desistido. Como esta ilha sempre estivera na minha família e eu era o único sobrevivente desde que...Bem, não é um assunto que eu gosto muito de falar. Apenas tinha o Bryan agora. Só ele.
- Que eu me lembre bem, quando moravas na cidade, não tentavas afastar toda a gente mas sim, ser popular. Querias aproximar-te das pessoas! Agora pára de ser respondão e fingir que fui o único que mudei e levanta-te da cama. – Focou Bryan.
Ele até tinha razão. Eu queria ser popular, mas só por um motivo, queria ter uma razão para ficar a viver na cidade. Os meus pais morreram quando eu fiz 14 anos... e eu não tinha amigos nenhuns sem ser o Bryan e algumas raparigas que por vezes se aproximavam, mas Bryan dizia-me sempre que tudo o que elas queriam era tomar partido do facto de eu ser loiro e de olhos azuis.
Por isso, aos meus 15 anos mudei-me para esta ilha. Agora tenho 16 anos e tenho vivido muito bem, talvez até melhor que lá. Mas sei que já tinha passado férias nesta ilha antes, quando os meus pais ainda eram vivos. Na verdade, foram eles que me ensinaram tudo o que sei. E foi nesta mesma ilha que conheci o Bryan pela primeira vez quando tinha apenas 12 anos.
- Mas és o meu pai ou quê? – Resmunguei, abrindo o armário e tirando uma t-shirt verde.
- Não, mas sou o teu melhor amigo que está esfomeado! – Exclamou Bryan. Riu-se e deixou o compartimento.
Cliquei num botão que estava perto da minha cama, na parede, para ser mais preciso e abri o tecto. Deitei-me na cama e olhei as estrelas. Dei uma vista de olhos ao relógio e pude verificar que eram ainda 5 da manhã. Eu ia matar o Bryan por me ter acordado tão cedo.
Antes de me juntar a Bryan na parte de fora da casa, fechei os olhos e imaginei uma rapariga com olhos cor de mel, cabelo ruivo e encaracolado.
Gostava tanto de a conhecer. A rapariga dos meus sonhos. O que me é mais estranho é o facto de ser sempre a mesma rapariga que ronda os meus sonhos. Será o destino? Mas o Bryan sempre me disse que nunca existiu nem nunca existirá tal coisa. Que o futuro é baseado nas escolhas que tomamos...
Levantei-me da cama e juntei-me a ele.
- Estou pronto para ir caçar. – Informei.
- Estava a ver que não! – Exclamou Bryan, saltando da árvore e parando uns metros abaixo, sem um único arranhão, por mim, nada impressionante.

Saltei também, dei uma pirueta no ar e juntei-me a ele. Isto sim, era impressionante.

(Peço que não retirem nada destes posts assim pois é da minha autoria. É algo em que tenho vindo a trabalhar e, mesmo que não percebam nada, prometo que todos os dias tentarei publicar uma página ou um capitulo. Espero que me acompanhem nesta jornada.)

Não tenho vindo cá mas não é por não querer...

(6) Tumblr

O meu pc anda a passar por umas dificuldades... Só devo cá conseguir vir para a semana, peço já então desculpa pelo tempo que estarei ausente aqui, e nos vossos cantinhos.

Gostava de ver nevar.

Birdy | via Tumblr

Já faz anos desde a última vez que vi nevar... Quem me dera ver outra vez...
Onde vocês vivem, neva?

A aventura (história verídica!).

Modern Day Hemingway | via Tumblr

Os meus primos vieram cá a casa hoje porque era o aniversário do meu pai. Como sempre, tínhamos apenas 4 opções para nos entreter: ou jogávamos no pc, ou tocávamos guitarra para toda a família, ou socializávamos, ou íamos andar de bicicleta (esta ideia só surgiu quando descobrimos que o meu avô tinha um enchedor de pneus no carro). Escolhemos então ir andar de bicicleta, mas rapidamente nos fartámos. Foi aí que o meu pai sugeriu eu levar os meus primos até ao pinhal (eu chamo-lhe floresta) que existe à frente de minha casa - mas apenas até a um certo ponto, depois tinha logo de voltar para casa, porque iríamos sozinhos e, apesar de faltar menos de 3 meses para eu fazer 18 anos, o meu pai ainda não gosta que eu me afaste muito de casa, e muito menos que demore muito!
Levei-os lá mas como mudaram imenso as coisas por ali, havia uma vedação que não nos permitia avançar mais, pelo menos não de bicicleta. No entanto eu sabia que existia um rio adiante e por isso, fomos à volta da vedação e começámos a aventura pela floresta.
Avistámos o rio em menos de 2 minutos, mas foi aí que a coisa se complicou, por entre as silvas e a lama, ficámos um pouco arranhados e sujos. "Ficámos", fiquei eu e o meu primo mais velho porque o meu primo mais novo só estava lá para dizer constantemente para voltarmos para trás.
Como tínhamos sido tão rápidos a chegar ali, decidimos tirar umas fotos e subir a uns montes de terra, empoleirar-nos nuns troncos de árvores, fazer as parvoíces do costume. Vimos cascatas, passámos as mãos pela água gelada do rio, rimo-nos e rimo-nos cada vez mais!
Mas foi aí que tudo se complicou. O meu primo mais novo quis subir para onde nós estávamos para ficar mais perto do rio e pôs o pé na lama, que rapidamente se enterrou. A única coisa que se via do seu sapato quando este conseguiu tirar o pé era o sítio por onde o cujo entra. Então, enquanto o meu primo mais novo ficou parado, eu e o meu primo mais velho tentámos inúmeras vezes tirar o sapato dele mas sem efeito. Tentámos tanto até o meu primo mais velho enterrar o pé dele na lama também (mas com sorte o sapato dele não ficou lá). Foi aí que tive a magnifica ideia de pôr pedras na lama para me apoiar nelas e, assim, recuperei o sapato do meu primo mais novo. Por esta altura já estava cheia de lama.
Como ainda se via o sol (já tínhamos perdido a noção das horas), eu e o meu primo mais velho quisemos continuar a explorar aquela área e tentámos dar a volta ao rio, mas sem sucesso. O meu primo mais novo, agora cheio de medo e com mais vontade de voltar para casa, seguia-nos por perto. Ao tentar ir para o outro lado, o meu primo mais velho empoleirou-se em vários troncos mas depois não conseguia voltar para trás então tive eu de o ajudar, empoleirando-me também. Pode-se dizer que ia caindo várias vezes e, naquele momento até eu tinha medo. Não dava para ver o fundo do rio e se eu me deixasse cair iria de certeza aleijar-me nas silvas e nas pedras. Mas com muita sorte e muito nervosismo correu tudo bem.
Depois de tantos insucessos, decidimos voltar para casa, derrotados. Ainda experimentamos lavar a lama com a água do rio mas apenas ajudou um pouco. O sol já quase não se via pelas árvores e não podíamos deixar que escurecesse.
Apesar de tudo, a adrenalina do que fizemos fez-nos sentir mesmo muito bem! Quero lá voltar só com o meu primo mais velho (porque com o mais novo depois tenho medo que algo lhe aconteça)! Acabámos por ficar lá cerca de 2horas inteiras!
Posso ficar de castigo para o resto da minha vida, porque eu e o meu primo mais velho estamos agora cheios de arranhões por causa das silvas mas valeu completamente a pena! Muito melhor que jogar computador como sempre jogamos!!