I am a girl filled with dreams.

Não tenho vindo cá mas não é por não querer...

(6) Tumblr

O meu pc anda a passar por umas dificuldades... Só devo cá conseguir vir para a semana, peço já então desculpa pelo tempo que estarei ausente aqui, e nos vossos cantinhos.

Gostava de ver nevar.

Birdy | via Tumblr

Já faz anos desde a última vez que vi nevar... Quem me dera ver outra vez...
Onde vocês vivem, neva?

A aventura (história verídica!).

Modern Day Hemingway | via Tumblr

Os meus primos vieram cá a casa hoje porque era o aniversário do meu pai. Como sempre, tínhamos apenas 4 opções para nos entreter: ou jogávamos no pc, ou tocávamos guitarra para toda a família, ou socializávamos, ou íamos andar de bicicleta (esta ideia só surgiu quando descobrimos que o meu avô tinha um enchedor de pneus no carro). Escolhemos então ir andar de bicicleta, mas rapidamente nos fartámos. Foi aí que o meu pai sugeriu eu levar os meus primos até ao pinhal (eu chamo-lhe floresta) que existe à frente de minha casa - mas apenas até a um certo ponto, depois tinha logo de voltar para casa, porque iríamos sozinhos e, apesar de faltar menos de 3 meses para eu fazer 18 anos, o meu pai ainda não gosta que eu me afaste muito de casa, e muito menos que demore muito!
Levei-os lá mas como mudaram imenso as coisas por ali, havia uma vedação que não nos permitia avançar mais, pelo menos não de bicicleta. No entanto eu sabia que existia um rio adiante e por isso, fomos à volta da vedação e começámos a aventura pela floresta.
Avistámos o rio em menos de 2 minutos, mas foi aí que a coisa se complicou, por entre as silvas e a lama, ficámos um pouco arranhados e sujos. "Ficámos", fiquei eu e o meu primo mais velho porque o meu primo mais novo só estava lá para dizer constantemente para voltarmos para trás.
Como tínhamos sido tão rápidos a chegar ali, decidimos tirar umas fotos e subir a uns montes de terra, empoleirar-nos nuns troncos de árvores, fazer as parvoíces do costume. Vimos cascatas, passámos as mãos pela água gelada do rio, rimo-nos e rimo-nos cada vez mais!
Mas foi aí que tudo se complicou. O meu primo mais novo quis subir para onde nós estávamos para ficar mais perto do rio e pôs o pé na lama, que rapidamente se enterrou. A única coisa que se via do seu sapato quando este conseguiu tirar o pé era o sítio por onde o cujo entra. Então, enquanto o meu primo mais novo ficou parado, eu e o meu primo mais velho tentámos inúmeras vezes tirar o sapato dele mas sem efeito. Tentámos tanto até o meu primo mais velho enterrar o pé dele na lama também (mas com sorte o sapato dele não ficou lá). Foi aí que tive a magnifica ideia de pôr pedras na lama para me apoiar nelas e, assim, recuperei o sapato do meu primo mais novo. Por esta altura já estava cheia de lama.
Como ainda se via o sol (já tínhamos perdido a noção das horas), eu e o meu primo mais velho quisemos continuar a explorar aquela área e tentámos dar a volta ao rio, mas sem sucesso. O meu primo mais novo, agora cheio de medo e com mais vontade de voltar para casa, seguia-nos por perto. Ao tentar ir para o outro lado, o meu primo mais velho empoleirou-se em vários troncos mas depois não conseguia voltar para trás então tive eu de o ajudar, empoleirando-me também. Pode-se dizer que ia caindo várias vezes e, naquele momento até eu tinha medo. Não dava para ver o fundo do rio e se eu me deixasse cair iria de certeza aleijar-me nas silvas e nas pedras. Mas com muita sorte e muito nervosismo correu tudo bem.
Depois de tantos insucessos, decidimos voltar para casa, derrotados. Ainda experimentamos lavar a lama com a água do rio mas apenas ajudou um pouco. O sol já quase não se via pelas árvores e não podíamos deixar que escurecesse.
Apesar de tudo, a adrenalina do que fizemos fez-nos sentir mesmo muito bem! Quero lá voltar só com o meu primo mais velho (porque com o mais novo depois tenho medo que algo lhe aconteça)! Acabámos por ficar lá cerca de 2horas inteiras!
Posso ficar de castigo para o resto da minha vida, porque eu e o meu primo mais velho estamos agora cheios de arranhões por causa das silvas mas valeu completamente a pena! Muito melhor que jogar computador como sempre jogamos!!

1º Capitulo – Rachel

Cidade


Sem problemas, consigo admitir que a minha vida não é perfeita, tem algumas falhas. Mas não posso simplesmente afastar os meus defeitos. Eles nasceram dentro de mim e vão ficar. Sou uma pessoa que tem medo de imensas coisas, de tudo o que me possa afectar, para dizer a verdade. Talvez por ter sido abandonada pelos meus pais quando era pequena, ou por aquela vez em que me fecharam no balneário de um museu numa visita de estudo à dois anos, ou até mesmo por aquela vez que vi a minha vizinha do lado esquerdo cair da janela para uma morte certa,... 
Só há duas coisas das quais eu não tenho medo. Do meu amigo imaginário Bryan e dos livros. Eu sei, eu sei. "Amigo imaginário"? Ainda por cima quando eu tenho 16 anos e vivo sozinha, seria de esperar que fosse mais matura mas...
- Bom dia, dorminhoca! Vá lá, toca a acordar! – Exclamou Bryan.
...viver numa casa sozinha com um amigo imaginário nunca fez parte dos meus planos. Ainda não tenho a certeza do que Bryan é. Se é um amigo imaginário, como podia ele ter tanta vida própria? Por vezes, eu queria alguém para me reconfortar e ele nem aparecia. A ideia de Bryan ser um espírito era igualmente credível. Mas eu já me tinha deslocado à câmara municipal e não existe nem existiu nunca ninguém com o nome de Bryan Stark.
- Deixa-me em paz. – Respondi revirando-me na minha cama. Tinha medo de cair. De rebolar de mais e de dar de caras com o chão, duro e sujo, à minha frente. Por isso parei de me mexer e franzi o sobrolho.
- Por vezes pergunto-me se não poderias pensar em ser um pouco menos rude. – Disse Bryan com um dedo na boca.
Considero-o um irmão. Não que ele seja igualzinho a mim, mas não podia negar que tínhamos algumas parecenças.
Bryan tem o cabelo ruivo e encaracolado. Tem olhos cor de mel e é bem estruturado. É alto, como eu tinha concluído após o medir, com os seus grandiosos 1,80 metros. É engraçado, simpático, fanático por horas de sono excessivas nos piores momentos, temperamental e esperto.
Eu tenho o cabelo ruivo e encaracolado, tal como ele. Tenho olhos verdes e tenho sardas até dizer chega. Sou baixa, meço 1,60 metros… Sou simpática (quando não estou de mau humor), sou fanática por horóscopos e por tudo o que é relacionado com a leitura de destinos, sou curiosa, perfeccionista e esperta.
Podia estar a ser convencida mas estou apenas a retratar a realidade.
- Por vezes pergunto-me porque não me dizes o que és…- Respondi, espreguiçando-me toda.
- A essa pergunta eu sei responder. Não te digo para que acordes todos os dias a pensar no que poderei eu ser. – Sem sequer pestanejar, Bryan pronunciou a frase com tanta clareza e sem sequer balbuciar que me surpreendeu.
Sim, de certeza que, se toda a gente o pudesse ver, nos tomariam como irmãos. Tenho consciência de como é ter um irmão da mesma idade e tenho a certeza absoluta que o Bryan era como um.
- Tenho de me vestir e ir tomar o pequeno-almoço. Podes sair por um bocado? – Perguntei. Nós até podíamos ser muito chegados mas eu tinha vergonha de me despir à frente dele. Não me importo que ele tente ver à socapa. É diferente.
- De certeza que não tens medo das roupas? – Perguntou ironicamente Bryan. Sim, ele tinha noção de todos os meus medos. Não tinha sido um erro contar-lhe porque ele, apesar de nesta manhã estar a ser um parvo, normalmente até era bastante compreensivo.
- Não gozes. Vai te lá embora! – Respondi.
Ele virou-se ainda com um sorriso na cara e dirigiu-se até à porta. Abriu-a e fechou-a pousando os olhos nos meus até a porta se fechar completamente.


(Peço que não retirem nada destes posts assim pois é da minha autoria. É algo em que tenho vindo a trabalhar e, mesmo que não percebam nada, prometo que todos os dias tentarei publicar uma página ou um capitulo. Espero que me acompanhem nesta jornada.)