I am a girl filled with dreams.

Summer Camp de Música

Nature

A minha mãe inscreveu-me num summer camp de música lá no sítio onde estudo...bem...música, que mais poderia eu lá estudar? Na verdade não é bem um "camp" é mais... uma semana só com aulas de diferentes estilos de músicas. Mas o que interessa é que vou passar os 6 dias da próxima semana em aulas de música como sempre sonhei. Todos os dias irei contar-vos o que aprendi, ou o que aconteceu. Mal posso esperar!

Imaginação... Vem a mim...

👌 | via Tumblr

É normal não ter imaginação para escrever? Vocês também têm dessas crises? É que eu passo horas e horas a olhar para uma folha em branco sem saber sobre o que escrever. Não sei... Nestes últimos dias ando a ter imensa dificuldade em concentrar-me na escrita...Por isso é que nunca poderia ser jornalista, não trabalho bem sob pressão e tenho brancas imensas vezes.

The fault in our stars.

TFIOS

Como não poderia deixar de ser, fui ver o filme "The fault in our stars". Escusado será dizer que o filme me fez pensar um pouco sobre a morte. Sei que não é esse o seu objectivo nem a sua mensagem. Por outro lado, escrever sobre a morte foi algo que nunca pensei ser tão fácil. Sei que não é um assunto muito bom e entendo que muitos discordem do que estou prestes a dizer mas um blogue é exactamente isso, uma maneira de divulgar novas ideias e pontos de vista.
A morte é algo inevitável. É ela que decide quando nos vir buscar, não nós e, por muito que a evitemos, ela está sempre dois passos à nossa frente.
Muitas pessoas acreditam em Deus, mas vêm a morte como o Diabo ou algo mau. Mas morrer, para essas pessoas, não deveria ser começar uma nova parte da sua vida junto a quem tanto rezaram?
E se a morte for Deus? Rezariam a ela? Afinal, é dela que todos tentamos fugir, mas caso ela assim o decida, nenhum de nós consegue escapar.
Todos temos de acreditar em algo perfeito mas nada o é. Deus? Se Deus é assim tão perfeito porque é que ele deixa tanta gente sofrer neste mundo cheio de preconceitos? É irónico. Queremos tanto acreditar num ser superior à raça humana que criamos um ser com tantos ou mais defeitos e falhas que nós. 
A morte, por outro lado é perfeita. Sabemos que é real porque toda a gente a encontra mais tarde ou mais cedo e não discrimina ninguém. A morte chega a todas as pessoas, não interessa de que cultura ou religião elas sejam. Sejam as pessoas velhas, novas, brancas, pretas, heteros ou gays. 
O dinheiro não paga à morte, ela também chega aos ricos como aos pobres. Já Deus, dificilmente chega a toda a gente. E quem nos dá a garantia de que o vamos conhecer? Que ele é real?
Será a morte, Deus? Ou é demasiado inacreditável, uma vez que a morte nos separa dos nossos entre queridos? Mas todos nós partiremos e, ou somos os primeiros e deixamos simplesmente de viver, ou somos os últimos e vemos toda a gente à nossa volta a morrer.

Parabéns.


Parabéns. Talvez longe seja bom, longe seja liberdade, longe seja perfeito. Talvez não te despedires fosse bom para toda a gente mas não para toda a gente que sofreu tanto ou mais que eu com a tua partida. Como podes pensar que afastar alguém da tua vida para sempre, é o melhor para quem sempre te quis o bem? Para quem não quer mais do que amizade de ti? Como podes ter pensado que era o que eu queria? Como podes pensar que já ninguém sofre pela tua ausência?
Fazes anos e eu digo-te "Parabéns", mas o que quero dizer é volta, tenho saudades tuas, quero-te aqui comigo. Sou egoísta? Sou. Mas só o sou porque na minha cabeça tenho este assunto inacabado. E está inacabado porque nunca houve um fim, tu limitaste-te a ir embora, a deixar-nos. 
Mas Parabéns para ti que fazes 17 ou 18? Que és mais velho.
Parabéns para ti que aguentaste tanto por tanta gente enquanto estiveste presente. 
Parabéns para ti que sempre serás o sentido da vida de alguém. Podes pensar que não és importante mas és, não só para mim.
Por isso, parabéns. Parabéns por te teres conseguido tornar especial para tanta gente, porque algo de bom para isso acontecer deves ter feito. No meu caso, apoiaste-me, ensinaste-me a maior parte das coisas que sei hoje. Claro que também me deitaste a baixo muitas vezes mas foi para eu aprender, crescer, começar a ter consciência de certas coisas. E não te despedires foi uma forma de aprender? Não. Porque com isso, tu não me deitaste abaixo, tu afundaste-me, afogaste-me. E, como tu sabes bem, para quem não sabe nadar, não se convém afogar e muito menos afundar. 
Mas Parabéns para ti que já cá não estás, ou pelo menos aqui comigo. 
Parabéns para ti e que o outro lado do mundo seja mais belo do que aparenta. 
Parabéns. Só espero que estejas feliz seja aí no Brasil para onde te mudaste tão repentinamente, seja aonde quer que estejas agora.