I am a girl filled with dreams.

Esperança.


Dizem que os meus textos são, normalmente, muito tristes. Talvez porque só escrevo quando estou, de facto, triste. Isto porque quando estou feliz aproveito o momento. Mas tentei escrever enquanto estava feliz. Primeiro de tudo, arranjei tema. Venho-vos então hoje falar sobre algo que todos devíamos ter: Esperança. Esperança de que tudo vai melhorar, de que tudo se vai manter. Esperança...Essa palavra tão bela...

"Acordei e perante o céu nublado vi uma luz. Esperança talvez. Abri a janela e respirei bem fundo, este é o melhor de todos os tempos. Um pouco indeciso entre o céu aberto e a chuva, tal como eu. Aquele dia iria correr bem. Eu sentia-o em todo o meu corpo.
- Bom dia. - Declarou o meu pai com um sorriso, deixando-me a sós com os meus pensamentos.
Peguei na foto dele e sorri-lhe. Sim, à foto. Nunca sorriram para uma foto ao relembrar momentos inesquecíveis? 

(...)

Esperança. Voa perante as nossas cabeças sob a forma de pequenos pássaros. Esperança é o que todos sentimos. Esperança é algo indescritível. Mas pode ser comparada a várias acções: A forma como todos os dias, o sol sobe no céu;  A forma como os pais amam os filhos ou os irmãos se amam um ao outro; A forma como todos nós esperamos por algo, por vezes até mesmo sabendo que isso é impossível! Esperança para mim, é aquilo que eu sinto ao acordar num dia nublado, ao olhar pela janela. É aquilo que eu sinto quando toco guitarra. Quando penso nele. Para mim esperança é um conceito tão abrangente que duvido que algum de vocês o consiga definir num só frase."

Mesmo quando quero escrever algo feliz, acabo sempre por ter algo triste no texto. É isso e ele. Ele parece que aparece sempre nos meus textos, seja de que forma for, directa ou indirectamente. Talvez o tema não fosse o melhor, mas que temas é que são felizes? A felicidade? O sorriso? Iria acabar por escrever mais um texto sobre a forma de como ele me faz sentir feliz. Para a próxima escrevo sobre algo mais apelativo, prometo.

Amo-o.



Como é que eu consigo dizer-lhe o que sinto e depois cumprimentar-lo não? Como é possível que tenha coragem para algo tão grande e seja cobarde nas situações mais pequenas? Como é possível que eu deixe alguém como ele, que sempre foi simpático para mim, ir? Como é possível que, apesar de só ter mais 7 semanas para estar com ele, para o ver, para falar com ele, continue sem coragem para o cumprimentar? Como é possível que, mesmo depois de um ano sem estar com ele, não consiga dizer "eu não sinto nada por ele"? Como é possível que eu há algumas semanas atrás tenha pensado que tinha esquecido? Não pensei, menti a mim mesma porque era o melhor. E foi? Claro que não!
Hoje vi-o a olhar para um papel de uma faculdade. Apeteceu-me chorar? Claro. Fi-lo? Não na escola. Claro, quando cheguei a casa. Não consigo. Vai ser o mesmo que na básica. Vou esperar até à última da hora para me mentalizar que é desta, sem me despedir, sem nada, que ele se vai embora. Mas eu não quero. Eu quero que ele fique. Quero que tudo fique. Quero que elas fiquem. Quero que ele fique. Por vezes quero que eu fique. Amo-o. Mesmo. O que é que se passa comigo? Como é que eu posso amar alguém que já só é uma memória? Como é que eu posso amar alguém que me faz mais vezes chorar do que rir? Não sei, mas amo.
E hoje, quando o vi de manhã, a entrar no bar foi como se, de repente, tudo estivesse bem, tudo fosse perfeito, tudo ... sei lá, com alguma razão de ser talvez.
Claro que esperava que ele viesse jogar ping-pong como fazia antes. Mas ele não veio.
Temos aulas no mesmo pavilhão. Claro que esperava que ele olhasse para eu lhe ter dito olá. Mas ele não olhou.
Mas apesar de tudo, hoje senti o que sinto desde a segunda semana de aulas do 10ºano: Que o amo.

Ele.


São muito raras as raparigas que, quando perguntamos "quem é ele?", não coram. Isto porque existe sempre um "ele". Seja "ele" alguém de quem gostamos muito, ou alguém de que gostamos muito de nos enganar e fingir que não sentimos nada. Pode ser o nosso melhor amigo, o nosso vizinho, o nosso colega ou até mesmo aquele rapaz por quem acabámos de passar no supermercado e que tinha um corpo de sonho. 
Mas a verdade é que também são muito raras as raparigas que sentem realmente algo por um "ele". Atracções, achar giro, isso todas nós somos capazes de fazer. Agora, amar alguém do fundo do coração, ao ponto de excluir qualquer outro rapaz da nossa vida amorosa... É muito raro. 
Eu sou o tipo de rapariga que, quando se apaixona, apaixona-se a sério, ao ponto de achar que não existe mais ninguém sem ser ele, mais ninguém que valha a pena. É claro que isto tem os seus prós e os seus contras. E o grande contra é o facto de, mesmo não sendo correspondida, não o conseguir tirar da cabeça, e muito menos apaixonar-me por outro rapaz. 
Não estou a dizer que vocês ou as vossas amigas não estejam mesmo apaixonadas, mas pensem bem... de todas as amigas que têm quantas é que vocês sabem que existe um "ele", e que elas o amam mesmo?
O "amo-te" está a perder muito do seu poder por causa disso. As raparigas de hoje em dia dizem "amo-te" por tudo e por nada, aos amigos, ás amigas, aos colegas, ás raparigas ou rapazes que odeiam, ou àquela pessoa da sala de quem nem se lembram do nome.
É claro que estou a generalizar um pouco. Se tivesse de ir lá por percentagens diria que apenas 20% das raparigas já amou realmente um rapaz. Mas isto sou só eu a dar a minha opinião.

Cabelo liso.


Sinto-me tão mais leve. Como se pudesse voar. Dominei os meus caracóis e vou estar assim durante 5 meses, parece mentira! Só consigo acrescentar que aquela opinião de que "mudar algo em nós não contribui para a nossa felicidade, apenas para a criação de uma mentira" é completamente falsa. Compreendo que "isto" não é quem eu sou, este eu de cabelo liso, mas contribui para o aumento da minha auto-estima. E se eu gostar de mim, muitos outros gostarão, certo?