I am a girl filled with dreams.

Amo-o.



Como é que eu consigo dizer-lhe o que sinto e depois cumprimentar-lo não? Como é possível que tenha coragem para algo tão grande e seja cobarde nas situações mais pequenas? Como é possível que eu deixe alguém como ele, que sempre foi simpático para mim, ir? Como é possível que, apesar de só ter mais 7 semanas para estar com ele, para o ver, para falar com ele, continue sem coragem para o cumprimentar? Como é possível que, mesmo depois de um ano sem estar com ele, não consiga dizer "eu não sinto nada por ele"? Como é possível que eu há algumas semanas atrás tenha pensado que tinha esquecido? Não pensei, menti a mim mesma porque era o melhor. E foi? Claro que não!
Hoje vi-o a olhar para um papel de uma faculdade. Apeteceu-me chorar? Claro. Fi-lo? Não na escola. Claro, quando cheguei a casa. Não consigo. Vai ser o mesmo que na básica. Vou esperar até à última da hora para me mentalizar que é desta, sem me despedir, sem nada, que ele se vai embora. Mas eu não quero. Eu quero que ele fique. Quero que tudo fique. Quero que elas fiquem. Quero que ele fique. Por vezes quero que eu fique. Amo-o. Mesmo. O que é que se passa comigo? Como é que eu posso amar alguém que já só é uma memória? Como é que eu posso amar alguém que me faz mais vezes chorar do que rir? Não sei, mas amo.
E hoje, quando o vi de manhã, a entrar no bar foi como se, de repente, tudo estivesse bem, tudo fosse perfeito, tudo ... sei lá, com alguma razão de ser talvez.
Claro que esperava que ele viesse jogar ping-pong como fazia antes. Mas ele não veio.
Temos aulas no mesmo pavilhão. Claro que esperava que ele olhasse para eu lhe ter dito olá. Mas ele não olhou.
Mas apesar de tudo, hoje senti o que sinto desde a segunda semana de aulas do 10ºano: Que o amo.

Ele.


São muito raras as raparigas que, quando perguntamos "quem é ele?", não coram. Isto porque existe sempre um "ele". Seja "ele" alguém de quem gostamos muito, ou alguém de que gostamos muito de nos enganar e fingir que não sentimos nada. Pode ser o nosso melhor amigo, o nosso vizinho, o nosso colega ou até mesmo aquele rapaz por quem acabámos de passar no supermercado e que tinha um corpo de sonho. 
Mas a verdade é que também são muito raras as raparigas que sentem realmente algo por um "ele". Atracções, achar giro, isso todas nós somos capazes de fazer. Agora, amar alguém do fundo do coração, ao ponto de excluir qualquer outro rapaz da nossa vida amorosa... É muito raro. 
Eu sou o tipo de rapariga que, quando se apaixona, apaixona-se a sério, ao ponto de achar que não existe mais ninguém sem ser ele, mais ninguém que valha a pena. É claro que isto tem os seus prós e os seus contras. E o grande contra é o facto de, mesmo não sendo correspondida, não o conseguir tirar da cabeça, e muito menos apaixonar-me por outro rapaz. 
Não estou a dizer que vocês ou as vossas amigas não estejam mesmo apaixonadas, mas pensem bem... de todas as amigas que têm quantas é que vocês sabem que existe um "ele", e que elas o amam mesmo?
O "amo-te" está a perder muito do seu poder por causa disso. As raparigas de hoje em dia dizem "amo-te" por tudo e por nada, aos amigos, ás amigas, aos colegas, ás raparigas ou rapazes que odeiam, ou àquela pessoa da sala de quem nem se lembram do nome.
É claro que estou a generalizar um pouco. Se tivesse de ir lá por percentagens diria que apenas 20% das raparigas já amou realmente um rapaz. Mas isto sou só eu a dar a minha opinião.

Cabelo liso.


Sinto-me tão mais leve. Como se pudesse voar. Dominei os meus caracóis e vou estar assim durante 5 meses, parece mentira! Só consigo acrescentar que aquela opinião de que "mudar algo em nós não contribui para a nossa felicidade, apenas para a criação de uma mentira" é completamente falsa. Compreendo que "isto" não é quem eu sou, este eu de cabelo liso, mas contribui para o aumento da minha auto-estima. E se eu gostar de mim, muitos outros gostarão, certo?

Estive na faculdade!


Estas férias tive a fantástica oportunidade de estar durante 3 dias na universidade do ISCTE-IUL. A felicidade que senti quando fui aceite na academia foi enorme! E tudo o que aprendi lá nesses dias fez-me reavaliar certas decisões que fiz. Assim, tomei eu a iniciativa de começar a estudar todos os dias,de pensar primeiro nos estudos que na "brincadeira". Porque a realidade de que me apercebi é que... Eu quero muito entrar naquela universidade mas, para isso, tenho de subir a minha média. Foi bom lá ter ido pois foi como uma wake-up call. E, é claro, diverti-me bastante!